1,3 milhão de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza no Rio Grande do Norte

No Rio Grande do Norte, 1.329.000 pessoas vivem abaixo da linha da pobreza. Isso significa que 38% dos potiguares vivem com rendimento domiciliar per capita inferior a US$ 5,5 dólares por dia, aproximadamente R$ 436 mensais.


A população em condição de extrema pobreza diz respeito ao grupo com rendimento per capita inferior a US$ 1,9 por dia, cerca de R$ 151 mensais. Esse grupo equivale 10,3% da população potiguar, 362.000 pessoas.


Os dados são da Síntese dos Indicadores Sociais (SIS), divulgada pelo Instituto Brasileito de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quinta-feira (12).


A Síntese de Indicadores Sociais 2020 contém análises sobre a qualidade de vida e os níveis de bem-estar das pessoas, famílias e grupos populacionais, a efetivação de direitos humanos e sociais, bem como o acesso a diferentes serviços, bens e oportunidades, por meio de indicadores que visam contemplar a heterogeneidade da sociedade brasileira sob a perspectiva das desigualdades sociais.


A principal fonte de informação para a construção dos indicadores foi a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – PNAD Contínua de 2012 a 2019.


Com cobertura que abrange todo o território nacional, a pesquisa permite a apreensão das desigualdades sociais em distintos recortes territoriais, tais como: Grandes Regiões, Unidades da Federação e Municípios das Capitais.


Além da PNAD Contínua, utilizaram-se informações do Sistema de Contas Nacionais - SCN, do

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados-Caged, da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia.



NO RN, 25% DOS JOVENS NÃO ESTUDAM E NÃO TRABALHAM

A cada quatro jovens potiguares, um não estuda e nem trabalha. Em números absolutos, são 195 mil pessoas entre 15 e 29 anos nesta situação em 2019. Neste aspecto, a população norte-rio-grandense está abaixo da média do Nordeste (28%) e acima da média do Brasil (22%).


RN TEM REDUÇÃO DE 23% NO SALDO DE VAGAS INTERMITENTES EM 2019

O saldo de vagas de trabalho intermitentes caiu 23,5% no Rio Grande do Norte na comparação de 2019 com o ano anterior. Em 2018, o estado registrou saldo de 1.382 vagas nessa modalidade de contração. Em 2019, o saldo foi de 1.057.

O trabalho intermitente foi instituído pela reforma trabalhista de 2017 (Lei 13.417/2017). Nessa modalidade de contrato de trabalho, a prestação de serviços não é contínua, ocorrendo com alternância de períodos determinados em horas, dias ou meses de acordo com a demanda do empregador.


Ainda assim, o empregado tem a carteira assinada e é remunerado conforme o período trabalhado. Bares e restaurantes são exemplos de estabelecimentos que adotam essa modalidade.

Além do Rio Grande do Norte, apenas Tocantins (- 66,1%) e Piauí (- 35,3%) também reduziram o saldo de vagas intermitentes no mesmo período.


Por outro lado, o Distrito Federal (408,8%) foi a unidade da federação com o maior crescimento do saldo de vagas em 2019. O saldo de vagas é a diferença entre admissões e demissões.


VAGAS GERAIS

Quando todas as vagas formais são consideradas, o Rio Grande do Norte também teve uma queda de 37% no saldo de empregos. Em 2018, a criação de vagas teve um saldo positivo de 5.934 empregos. Em 2019, as admissões superaram as demissões em 3.741 vagas.


Na região Nordeste, apenas Piauí (-66,4%) e Ceará (-56%) também apresentaram redução no saldo geral de empregos formais em 2019.


Para esta análise, a Síntese dos Indicadores Sociais (SIS) utilizou dados do Cadastro Geral de

Empregados e Desempregados (Caged) do governo Federal.



Mossoró Hoje