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Após operação da PF, Sérgio Reis diz ser uma pessoa “do bem e do amor”


Foto: Divulgação

O cantor Sérgio Reis pediu desculpas pelas ameaças ao Supremo Tribunal Federal (STF), em entrevista ao programa Domingo Espetacular, da Record TV, no domingo 22, e disse ser uma pessoa “do bem e do amor”. Reis também destacou a decepção com a falta de apoio no meio musical.


“Eu errei, cara, quem que não erra, quem não faz uma bobagem um dia? Não me arrependo de nada, só essa frase infeliz que brinquei com um amigo e vazou, mas não é a realidade. […] Quero me redimir com esse povo, desculpa. Até o Supremo [Tribunal Federal], se tiver algum pedido para me prender, aceito com respeito. Não saí daqui, não me escondi. Se 6h da manhã vier a Polícia Federal aqui em casa, eu me entrego. […] Eu sou democrático, sou do bem, sou do amor…”, disse.


O cantor ainda disse que “falou bobagem”, se referindo a um áudio que circulou na internet no qual defende uma paralisação de caminhoneiros pró-Jair Bolsonaro (sem partido) para pressionar o Senado a afastar ministros do STF. De acordo com o cantor, um “amigo da onça” teria vazado para a mídia. “Pensei que não teria essa repercussão, que não ia vazar isso aí”, disse Sérgio Reis.


“Se caso eu os ofendi, que me perdoem como ser humano e também com respeito ao cargo de vocês. Agora, respeitem o povo também. Acho que estou sendo injusto. Peço desculpas se eu magoei alguma coisa ou o Alexandre [de Moraes], qualquer um”, completou Sérgio Reis sobre a Suprema Corte.


Depois do vazamento do áudio, Sérgio Reis está com crise de diabetes e deprimido. Segundo ele, apenas os cantores Roger, do Ultrage a Rigor, e Renato Teixeira, parceiro de Sérgio em alguns discos, mandaram mensagem de apoio.


Entenda

Sérgio Reis é investigado após anunciar, no último sábado 14, pelas redes sociais, que organiza uma manifestação, com o movimento dos caminhoneiros e agricultores, em favor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O protesto está marcado para ocorrer no próximo dia 7 de setembro, na Praça dos Três Poderes.


Na postagem, o cantor fez ameaças à democracia e afirmou que a ideia do movimento é pedir uma ação dos militares junto ao presidente para “salvar o país”. A gravação se tornou alvo de críticas e investigações.


Em operação da última sexta-feira 20, Sérgio Reis e o deputado Otoni de Paula (PSC-RJ) foram alvo de uma operação da PF. O ministro Alexandre de Moraes autorizou a ação e proibiu de se aproximar do STF o cantor e outros investigados: o caminhoneiro Marcos Antônio Pereira Gomes (conhecido como Zé Trovão), Eduardo Oliveira Araújo, Wellington Macedo de Souza, Antônio Galvan, Alexandre Urbano Raitz Petersen, Turíbio Torres, Juliano da Silva Martins e Bruno Henrique Semczeszm.

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