Apesar de está retomando as atividades do RN, governadora se mostra contra ideia

Atualizado: 2 de Jul de 2020



A governadora Fátima Bezerra (PT) alertou a população que, apesar do início da retomada das atividades econômicas do Rio Grande do Norte, ainda "não é tempo de normalidade" e é preciso manter o distanciamento social. O primeiro decreto que suspendeu o funcionamento das atividades econômicas por causa da pandemia do coronavírus é de 20 de março.


Em entrevista ao Bom Dia RN nesta terça (30), a gestora disse ainda que novos leitos devem ser abertos ainda esta semana para que o Estado chegue à taxa de 80% de ocupação. Além disso, a governadora afirmou que o Estado vai requisitar leitos de hospitais privados para atendimento no SUS.


"Vamos requisitar, se necessário, aos hospitais privados para que esses leitos que foram instalados para pacientes da Covid-19 não sejam desmobilizados para que a gente possa contratar mais leitos da rede privada", disse.


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O decreto de 4 de junho previa como condição essencial para a implementação inicial do plano de retomada gradual das atividades econômicas no Rio Grande do Norte "que exista desaceleração da taxa de transmissibilidade da COVID-19 de maneira sustentada e a ocupação dos leitos públicos de UTI seja inferior a 70%".


No entanto, de acordo com a governadora, essa taxa de ocupação de leitos agora deve ser de, no mínimo, 80%. Na manhã desta terça (30) a ocupação era de 87%. "Ainda esta semana serão entregues 15 leitos no Hospital João Machado para pacientes com Covid-19, o que vai diminuir essa taxa de ocupação", disse a gestora.


Ela ressaltou que a retomada deve ser feita seguindo todos os protocolos de segurança sanitária que inclui, dentre outras coisas, a obrigatoriedade do uso da máscara e a disponibilização de álcool em gel em todos os estabelecimentos comerciais.


Apesar disso, a governadora afirmou que titubeará em retroceder na retomada das atividades se a taxa de ocupação de leitos e a taxa de transmissibilidade da Covid-19 aumentarem. "Eu não titubearei, em primeiro lugar, a defesa da vida. O emprego a gente corre atrás, a aula a gente repõe, mas a vida não tem volta de maneira nenhuma", disse.


G1

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