Bolsonaro: governadores que 'fecharem estado' devem bancar auxílio emergencial

O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar, ainda na sexta-feira (26), a decisão de governadores em adotarem medidas restritivas para conter a disseminação do novo coronavírus, com o fechamento de comércios e a suspensão de circulação em determinados horários. Em evento no Ceará, o Chefe do Executivo Federal disse que “governador que destrói emprego, deve bancar o auxílio emergencial”.


“O auxílio emergencial vem por mais alguns meses e, daqui pra frente, o governador que fechar o seu estado, o governador que destrói emprego, ele é que deve bancar o auxílio emergencial. Não pode continuar fazendo política e jogar para o colo do presidente da República essa responsabilidade”, afirmou.


As declarações de Bolsonaro acontecem em meio ao temor de colapso no sistema público de saúde em vários estados brasileiros.

"O povo não consegue mais ficar dentro de casa. O povo quer trabalhar. Esses que fecham tudo e fecham empregos estão na contramão daquilo que seu povo quer", afirmou.


O presidente disse se sentir fortalecido ao visitar a região nordeste. Ele afirmou ainda ser alvo de ataques constantes, mas que isso não levará a uma ação de desistência do mandato: "Tenho certeza de quando quando deixar o governo, entregarei um Brasil, apesar da pandemia, muito melhor do que aquele que recebi em janeiro de 2019".


Auxílio emergencial

Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (25) que a negociação pela volta do auxílio emergencial prevê o pagamento de mais 4 parcelas de R$ 250 a partir de março. "Estive hoje com o Paulo Guedes, a princípio o que deve ser feito é, a partir de março, por quatro meses, R$ 250 de auxílio emergencial. É o que está sendo disponibilizado", disse em transmissão ao vivo nas redes sociais.



CNN

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