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Carla Zambelli pergunta se Moraes agora virou “fiscal de mesa de bar”


Foto: Reprodução

A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) publicou neste domingo (05) em suas redes sociais um vídeo crítico ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.


O vídeo está numa postagem que também conta com os dizeres “vítima, juiz, acusador e…. fiscal de mesa de bar”?


A congressista se refere a episódio relatado pelo Poder360, em que um homem ofendeu o ministro saindo de um clube de elite em São Paulo. Os seguranças do ministro o alertaram sobre a ofensa, e ele registrou um boletim de ocorrência em São Paulo.


Moraes prestou queixa contra pessoas que o xingaram dentro do Clube Pinheiros, em São Paulo, na madrugada de 5ª para 6ª feira (3.set.2021). Ele não estava no local no momento, mas seus seguranças ouviram as ofensas e fizeram o registro em seu nome.


Zambelli critica o fato de o ministro ter prestado queixa por críticas que estavam num ambiente privado.


“Essas pessoas falavam entre si. Não usaram redes sociais, não gritaram, não espalharam isso, não usaram o microfone do clube para falar. Mas realmente falaram o que pensavam, do ministro, da careca do ministro, coisas pessoais. E os seguranças do ministro fizeram então um B.O na polícia Cilvil do Estado de São Paulo”, afirma a congressista no vídeo.


Depois de criticar o episódio, a deputada exibe um trecho de vídeo do ministro Alexandre de Moraes, no qual ele afirma: “Quem não quer ser criticado, ser satirizado, fique em casa, não seja candidato, não se ofereça ao púbico, não se ofereça para exercer cargos políticos. Querer evitar isso por meio de uma ilegítima intervenção estatal na liberdade de expressão é absolutamente inconstitucional.”


Entenda o episódio Segundo o boletim de ocorrência registrado no 14º Distrito Policial da capital paulista, “vigilantes particulares” avisaram a um integrante da escolta pessoal de Alexandre de Moraes que “indivíduos embriagados no interior do clube Pinheiros” estariam “proferindo ameaças e injúrias à pessoa da vítima”.


Alexandre de Moraes é sócio e frequentador assíduo do Pinheiros. Mora bem próximo dali. Integrantes de sua escolta pessoal ficam sempre nas imediações do local.


Ao saber do que se passava (avisado por funcionários do clube), o segurança do ministro do STF foi ao Pinheiros e “constatou da calçada, e, por meio da grade do clube, 4 indivíduos em uma mesa falando alto e ingerindo bebidas alcoólicas”. Requereu então que um profissional do estabelecimento orientasse a todos que “cessassem os insultos e a importunação do sossego alheio”. Tudo teria se acalmado por volta da meia-noite de 5ª para 6ª feira.


Só que mais tarde, no início da madrugada, as ofensas prosseguiram na rua por parte de uma pessoa que saiu do clube. O sócio do Pinheiros Alexandre da Nova Forjaz, que se apresenta como agente publicitário, foi identificado como o que proferiu os xingamentos quase em frente ao edifício do ministro. Ele teria gritado “careca ladrão”, “advogado do PCC”, “vamos fechar o STF” e “careca filha da puta” [sic]. Toda a vizinhança ouviu, inclusive Alexandre de Moraes.


A partir daí, ainda que o ministro não estivesse presente, o segurança do magistrado “acionou apoio da Polícia Militar, que o apoiou na condução do investigado” até o 14º D.P.


Na delegacia, Alexandre da Nova Forjaz disse que estava no Pinheiros “assistindo a jogo de futebol e que havia [pessoas em] várias mesas insultando a pessoa da vítima [o ministro Alexandre de Moraes]”. Negou, entretanto, que estivesse fazendo os xingamentos e que desconhecia quem eram as outras pessoas presentes. O Poder360 tentou entrar em contato com Forjaz, mas ainda não obteve resposta.


Poder 360

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