Cosern doa refrigeradores científicos para vacinas a 95 cidades do RN

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A Neoenergia, empresa controladora da Cosern, será a primeira empresa do setor elétrico brasileiro a contribuir com as prefeituras das áreas de concessão das suas distribuidoras na campanha de imunização contra a Covid-19. A empresa fará a doação de refrigeradores científicos para armazenar as vacinas em 658 municípios atendidos pela Cosern (RN), Coelba (BA), Celpe (PE), e Elektro (SP/MS).


No Rio Grande do Norte, a doação da Cosern vai beneficiar 95 municípios. A iniciativa levou em consideração as cidades com os menores Índices de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) e faz parte do Programa de Eficiência Energética (PEE), regulado pela Agência Nacional de Eficiência Energética (Aneel).


A doação desses equipamentos totaliza R$ 6 milhões, que se somam às outras ações já realizadas pela Neoenergia voltadas ao combate da pandemia como a compra de testes em parceria com a Fiocruz e doação de respiradores, num montante que já alcança R$ 20 milhões.


“Neste momento em que a campanha de vacinação é a saída para conter a pandemia de Covid-19, apoiamos os municípios mais necessitados das nossas áreas de concessão, que precisam dos refrigeradores adequados para a vacinação da população com segurança. Reafirmamos, com essa iniciativa que teve todo o apoio e suporte da Aneel, nosso compromisso em levar mais do que energia para a sociedade”, afirma o CEO da Neoenergia, Mario Ruiz-Tagle.


Os novos refrigeradores serão destinados aos municípios atendidos pelas distribuidoras do Nordeste que têm IDHM até 0,61 e, de São Paulo, com o índice até 0,74. Serão beneficiados, além dos 95 municípios potiguares, outros 296 na área de concessão da Coelba, 136 em Pernambuco e 131 em São Paulo.


Responsáveis pela gestão dos programas de imunização, os governos estaduais do Rio Grande do Norte, Bahia e São Paulo, parceiros na ação, receberão, cada um, dois refrigeradores com capacidade de 280 litros e 420 litros respectivamente. Serão entregues à Secretaria de Saúde de São Paulo sete equipamentos de 280 litros.


A instalação de cada refrigerador cientifico deve injetar no sistema elétrico uma carga de 89 kW e consumo anual de 781 MWh, que será compensado com o recolhimento, em cada município, de dois equipamentos de refrigeração antigos e doação de lâmpadas eficientes para postos de saúde, hospitais e para consumidores residenciais baixa renda.


Os refrigeradores científicos têm temperatura programável e constante entre 2oC e 8oC, além de alarmes para avisar a em caso de interrupção de energia e baterias recarregáveis para suprir o frio caso ocorra eventual intercorrência no fornecimento, com autonomia de até 12 horas. Os equipamentos possuem sensores e de um sistema de alarme remoto a distância, que realiza chamadas telefônicas se houver uma queda de temperatura ou a bateria estiver em um nível baixo.

As câmaras de conservação que serão doados pela Neoenergia são de fabricação nacional e têm capacidade de 280 litros, suficientes para armazenar cerca de 18 mil doses de 0,5 ml.

Sustentabilidade Para receber os novos equipamentos, os governos municipais e estaduais devem entregar refrigeradores e freezers antigos às distribuidoras da Neoenergia, nas UTDs (sigla para Unidade Territorial de Distribuição) das empresas. A companhia irá retirar substâncias como os gases CFC (clorofluorocarboneto), que podem contribuir com o efeito estufa, e fazer o descarte correto dos equipamentos.


“Ao utilizar como estratégia o recebimento dos equipamentos de refrigeração antigos e não adequados para conservação das vacinas, estamos compensando o acréscimo de carga de 89 kW. A iniciativa da Neoenergia é de extrema importância social para as regiões onde atuamos e está alinhada aos compromissos do grupo de combate às mudanças climáticas e combate ao desperdício de energia”, enfatiza Ana Christina Macarenhas, gerente de Eficiência Energética da Neoenergia.


Troca de lâmpadas Os municípios que vão receber os novos refrigeradores para vacinas contarão também com ações de trocas de lâmpadas por modelos de LED, mais eficientes. Ao longo de um ano e meio, serão substituídas cerca de 25 mil lâmpadas de postos e unidades de saúde e mais 100 mil diretamente para a população de baixa renda. Com isso, tanto as prefeituras quanto os moradores dessas cidades poderão economizar na conta de energia e adotar hábitos mais sustentáveis.



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