Costa Rica é primeiro país da América Central a legalizar casamento LGBT


A Costa Rica é o oitavo país do continente americano a permitir o casamento para todos

A Costa Rica se tornou, nesta terça-feira 26, o primeiro país da América Central a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. As celebrações planejadas para comemorar a data foram canceladas devido à pandemia de coronavírus, mas programas especiais sobre a história da luta pelos direitos LGBT foram exibidos na televisão pública e na internet. Também foram realizados os primeiros casamentos.


Minutos depois da meia-noite, quando a medida entrou em vigor, Dunia Araya e Alexandra Quirós se tornaram o primeiro casal do mesmo sexo a contrair matrimônio no país. Vestidas de branco, as duas se casaram na localidade de San Isidro de Heredia, 14 quilômetros a noroeste de San José, diante de uma tabeliã protegida com máscara, como parte das medidas para evitar a covid-19, e numa cerimônia transmitida ao vivo pela TV.


“Essa mudança trará uma transformação social e cultural significativa, permitindo que milhares de pessoas se casem”, disse o presidente costa-riquenho, Carlos Alvarado Quesada, durante o programa televisivo, que contou também com falas de diversas personalidades saudando os direitos da comunidade LGBT. “Hoje celebramos a liberdade, a igualdade e as instituições democráticas”, afirmou o presidente.


“A Costa Rica comemora hoje: a igualdade do casamento se tornou realidade no país – a primeira na América Central”, escreveu no Twitter a Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transsexuais e Intersexuais (Ilga). A entidade exaltou “todos aqueles que trabalharam tanto por isso”.

A Costa Rica é o oitavo país do continente americano a permitir o casamento para todos – grupo que inclui Brasil, Equador e Argentina, além de Canadá e Estados Unidos – e o 29º país no mundo.

Em 2018, a Suprema Corte do país declarou inconstitucional parte da lei que proibia o casamento entre pessoas do mesmo sexo – seguindo apelo da Corte Interamericana de Direitos Humanos pelo reconhecimento de que casais homossexuais têm os mesmos direitos que os heterossexuais –, dando ao Parlamento 18 meses para analisar o assunto. O dispositivo foi automaticamente anulado após vencer o prazo dado ao Legislativo.

A Costa Rica tem uma forte tradição católica e também tem visto uma proliferação de igrejas evangélicas nas últimas décadas, cujos membros se opõem ao casamento gay.


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