Covid-19: Saiba quando uma pessoa com Ômicron deixa de ser contagiosa


À medida que a variante Ômicron se espalha pelo mundo, os sinais são de que há menos hospitalizações e óbitos do que em variantes anteriores, que atingiram a população quando as taxas de vacinação eram menores que hoje.


Isso significa que as pessoas que são infectadas, especialmente as vacinadas, têm menos probabilidade de serem hospitalizadas. Nesse contexto, vários países estão revisando suas regulamentações sobre o período de isolamento exigido para pessoas infectadas com covid.


Embora ainda existam poucos estudos sobre a nova variante, o que se viu até agora é que ela não é apenas mais contagiosa, mas tem um período de incubação mais curto do que as variantes anteriores. A incubação é o tempo que passa desde a exposição ao vírus até o aparecimento dos sintomas.


Um estudo preliminar a partir de seis casos de ômicron nos Estados Unidos, publicado em dezembro, mostrou que o período médio de incubação da variante era de três dias, em comparação com cerca de cinco dias para outras variantes. Sabe-se que as pessoas tendem a ser mais contagiosas no início da infecção.

Com a ômicron, acredita-se que o vírus possa ser transmitido de um a dois dias antes do aparecimento dos sintomas, e dois a três dias depois dele.


"Acreditamos que o vírus só é contagioso por cinco dias. Ou seja, a capacidade de infectar outras pessoas, de transmitir esse vírus dura de três a cinco dias após o teste dar positivo, que é o segundo dia de infecção", diz Vicente Soriano, médico especialista em doenças infecciosas e genética clínica e ex-assessor da OMS. Assim, com a ômicron, o tempo que o vírus permanece no organismo parece ser de apenas sete dias, diz ele.


"Mas isso é medicina, não matemática, então você tem que dar uma pequena margem. Talvez haja pessoas com um período um pouco menor, cerca de três ou quatro dias, e outras com cerca de sete dias. A verdade é que, com a ômicron, a infecção é muito mais rápida do que com as variantes anteriores", diz Soriano.

Isso significa que cerca de sete dias após o aparecimento dos sintomas, a maioria das pessoas não será mais contagiosa, desde que não tenha mais sintomas.


O especialista ressalta a importância de realizar testes de antígenos (também chamados de testes rápidos) para detectar se a pessoa ainda é contagiosa. "São os testes mais baratos e são o melhor retrato dos casos que ainda são contagiosos."


Como a ômicron parece ter um período de infecção mais curto do que de outras variantes, vários países reduziram o tempo em que as pessoas infectadas devem ser isoladas. Nos EUA, o isolamento foi reduzido de 10 para cinco dias. E no Reino Unido, de 10 para sete dias, depois de dois testes de antígeno negativos.

No Brasil, o Ministério da Saúde anunciou que o tempo mínimo de isolamento passou para 7 dias desde que não haja mais febre e sintomas nas 24 horas finais desse período e nem uso de antitérmicos.


Segundo a diretriz, aqueles que realizarem testagem (RT-PCR ou teste rápido de antígeno) para covid com resultado negativo no 5º dia poderão sair do isolamento antes do prazo de 7 dias - desde que não apresentem sintomas respiratórios e febre há pelo menos 24 horas, e sem o uso de antitérmicos. Se o resultado for positivo, é necessário permanecer em isolamento por 10 dias a contar do início dos sintomas.


De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC), se você testar positivo para covid, é preciso:

  • Isolar-se em casa por cinco dias;

  • Se você não tiver mais sintomas ou seus sintomas melhorarem após cinco dias, você pode sair do isolamento e sair de casa;

  • Continuar a usar uma máscara quando estiver com outras pessoas por mais cinco dias;

  • Se você tiver febre, continuar em isolamento em casa até que a febre desapareça.

Estudos mostraram que pessoas com covid que não apresentam sintomas podem transmitir a infecção por coronavírus para outras pessoas.


Cientistas acreditam que a proporção de transmissão assintomática parece ser ainda maior com a variante ômicron. É mais provável que a infecção seja transmitida por pessoas sem sintomas, pois elas não se isolarão e não adotarão comportamentos para impedir a propagação do vírus.


É por isso que as autoridades recomendam o uso de máscaras, principalmente em ambientes fechados, para ajudar a reduzir o risco de que alguém infectado, mas não apresente sintomas, possa espalhar o vírus para outras pessoas sem saber.


Com informações de UOL