Em Natal Hemonorte começa a receber doação de sangue de pessoas LGBTQI+



O Hemonorte, em Natal, passou a receber doações de sangue de doadores que fazem parte da comunidade LGBTQI+. Em maio, o Supremo Tribunal Federal derrubou por maioria de votos restrições de doações de sangue por homens homossexuais. A decisão só passou a ser cumprida depois de uma orientação do Ministério da Saúde.


O estudante Mychell Ferreira revelou que sempre teve vontade de doar sangue, mas nunca conseguiu. Uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e uma portaria do Ministério da Saúde o proibiam de fazer a doação por manter relações sexuais com outros homens. "Antes eu nunca tinha doado sangue por saber disso. E quando era recolhido, em algumas vezes, ele era descartado por ser considerado grupo de risco", declarou.

No Rio Grande do Norte, o Hemonorte começou a receber doações na última sexta-feira (12). O diretor do órgão, Rodrigo Villar, destacou que a "Advocacia Geral da União notificou a coordenação de sangue e hemoderivados do Ministério da Saúde, sobre a conclusão da ação que corria no STF que julgou inconstitucional o artigo 64 do anexo IV, da portaria de consolidação número 5 de 2017, que dizia que homens que faziam sexo com outros homens eram inaptos para doação de sangue por um período de 12 meses".

"Desde então, todos os bancos de sangue do país, públicos ou privados, excluíram esse item do seu questionário para seleção de doadores de sangue", comentou Rodrigo.

Mychell comemorou a decisão e acredita que é uma forma de tratar de maneira justa quem busca igualdade. "Eu realmente vou me sentir parte desse conjunto que é a sociedade, que é a empatia, que é ajudar, coisas que a gente tem perdido muito. A gente só pensar em si e com conceitos antigos, ideias retrógradas, impede de a gente realmente fazer a diferença nesse todo que é a sociedade", declarou.


G1

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