Juiz cancela réveillon em Pipa; empresários e população marcam protesto

Ilustração

Um protesto está sendo organizado para a manhã desta sexta-feira (18) pela população e empresários que trabalham no setor de turismo contra uma decisão judicial que suspendeu o réveillon de Pipa, uma das praias mais movimentadas do litoral do Rio Grande do Norte e pertencente ao município de Tibau do Sul.

O protesto será às 10h da manhã em frente ao Fórum de Goianinha. “Precisamos sustentar nossas famílias”, diz o cartaz que está sendo divulgado nas redes sociais com o chamamento para o evento.


A Prefeitura de Tibau do Sul havia publicado um decreto na sexta-feira (11) definindo as regras para as festividades de fim de ano. O município proibiu a realização de festas, shows e eventos comerciais em locais fechados, mas liberou eventos e festas em locais abertos, desde que haja requerimento prévio com apresentação de protocolo sanitário a ser aprovado pela autoridade epidemiológica municipal, incluindo a exigência de “apresentação individual de exame para COVID-19, como requisito indispensável para participar do evento, os quais deverão estar à disposição da fiscalização sanitária municipal”.


No entanto, uma decisão judicial desfez o decreto da Prefeitura. O juiz da comarca de Goianinha, Witemburgo Gonçalves de Araújo, acatou recomendação do Ministério Público do Rio Grande do Norte e mandou cancelar o Let´s Pipa, réveillon marcado para acontecer na praia de Pipa, de 27 de dezembro a 2 de janeiro. O evento se dá em local aberto e segue os protocolos determinados pela prefeitura.


Caso haja descumprimento da decisão judicial, a Prefeitura de Tibau do Sul e os organizadores do evento, terão que pagar multa de R$ 500 mil. Como estão programados 6 dias de festa, caso a decisão seja mantida pelo Tribunal de Justiça, instância superior à qual a decisão será recorrida, as 6 ‘desobediências’ renderiam um prejuízo de R$ 3 milhões.

Além do protesto marcado entre eles para às 10 horas, os organizadores estão distribuindo uma petição para ser assinada online, para pressionar a justiça a refazer o entendimento e liberar a festa, que espera um público de mais de 3 mil pessoas, na maioria turistas vindos de São Paulo.


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