MP abre procedimento para apurar mortes de 11 pessoas que participavam de teste com cloroquina no AM


O MP-AM (Ministério Público do Amazonas) abriu um procedimento investigatório criminal para apurar eventual responsabilidade penal pelas mortes de pacientes que participaram dos testes do estudo ‘CloroCovid-19’.

pesquisa realizada em abril deste ano para testar o uso da cloroquina no tratamento de coronavírus contou com a participação de 81 pessoas internadas em estado grave no Hospital Delphina Aziz, das quais 11 morreram. Os pacientes foram divididos em dois grupos, com um recebendo uma dose de cloroquina mais alta. Os participantes elegíveis foram alocados para receber alta dose oral de CQ por sonda nasogástrica (600mg CQ duas vezes ao dia por 10 dias ou dose total 12g); ou CQ em baixa dose (450 mg por 5 dias, duas vezes ao dia apenas no primeiro dia ou dose total de 2,7 g). Em três dias, os pesquisadores começaram a notar arritmia cardíaca em um quarto dos pacientes que receberam a dose mais alta.  Após a morte de 11 deles, os cientistas interrompem precocemente testes com a dosagem.

O promotor de justiça Edinaldo Aquino Medeiros, que assina a portaria publicada nessa segunda-feira, 22, no diário do MP, solicita que em dez dias a Fundação de Medicina Tropical, o Hospital Delphina Aziz, o médico responsável pela pesquisa Marcus Vinícius Guimarães Lacerda e a Comissão Nacional de Ética e Pesquisa enviem os documentos e informações solicitadas.

Financiado, entre outros, pelo governo do estado do Amazonas, o estudo envolveu pacientes internados em Manaus e foi realizado pela Equipe CloroCovid-19, formada por cerca de 26 cientistas de diversos órgãos. A pesquisa foi postada na revista medRxiv, uma plataforma de artigos médicos, para depois ser encaminhada para revisão por outros pesquisadores.


Para ler a reportagem com procedimento do MP/AM é só clicar aquihttps://quinina.com.br/morte-de-pacientes-em-pesquisa-e-investigada-pelo-ministerio-publico-do-estado-do-amazonas/


QUININA

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