Prejuízo do Aeroporto Aluízio Alves, na Grande Natal, chega a R$ 1 bilhão

Valor prejuízo acumulado pelas operações no aeroporto Aluízio Alves não vai entrar no cálculo da indenização que será recebida pela concessionária após a devolução do terminal

O Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal, administrado pela Inframerica, chegou a R$ 1 bilhão em prejuízos acumulados. Desde que começou a funcionar, em maio de 2014, até o dia 31 de dezembro do ano passado, o déficit registrado é de R$ 1,063 bilhão. A informação consta no mais recente Relatório de Administração – Ano Base 2020 – divulgado no dia 20 do mês passado em jornais de circulação local e nacional. O aeroporto está prestes a completar sete anos de operação e com a expectativa de ser relicitado até o fim deste ano.


Segundo a Inframérica, o valor de R$ 1 bilhão inclui o “impairment” (ajuste contábil avalia a possível perda de valor de ativos) e o prejuízo financeiro em decorrência da operação do terminal aéreo.


No Relatório de Administração 2020, estão apontadas as dificuldades enfrentadas pelo terminal aeroviário ao longo do ano passado, marcado pelo início da pandemia da Covid-19. “A pandemia acertou em cheio o setor aéreo mundial. Com as medidas de isolamento social e o fechamento de fronteiras, a paralisação da aviação foi global e o setor foi um dos mais atingidos e prejudicados pela crise que o coronavírus trouxe com ele. Pode-se dizer que este foi o pior ano na história da aviação. O Aeroporto de Natal também sofreu com as consequências da doença. O terminal potiguar fecha o ano de 2020 com uma movimentação de 1,185 milhão de passageiros e pouco mais de 10 mil pousos e decolagens. Este número representa um fluxo aéreo 49% inferior a 2019. O movimento registrado em 2019 no Aeroporto de Natal foi de 2,3 milhões de passageiros e cerca de 18 mil pousos e decolagens”.


Ainda de acordo com a Inframérica, o valor prejuízo acumulado pelas operações no aeroporto Aluízio Alves não vai entrar no cálculo da indenização que será recebida pela concessionária após a devolução do terminal. A empresa pediu ao governo federal, em março de 2020, a entrega da concessão do terminal potiguar.



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