Secretaria de Saúde aponta superlotação dos leitos de UTI em Pau dos Ferros


Secretaria de Saúde aponta superlotação dos leitos de UTI em três dos quatro pólos de atendimento de Covid-RN no RN. Leitos estão lotados em Natal, Mossoró e Pau dos Ferros, nesta terça-feira (19). Caicó era única região com vagas.

Os leitos de UTI para pacientes de coronavírus do Rio Grande do Norte estão superlotados na região metropolitana de Natal, em Mossoró e em Pau dos Ferros, segundo informou o secretário adjunto de Saúde do estado, Petrônio Spinelli no final da manhã desta terça-feira (19). Dos quatro pólos estaduais com leito UTI do sistema único de saúde para pacientes de Covid-19, apenas Caicó tinha vagas disponíveis, com 61% de ocupação.

"Nosso foco é tirar qualquer empecilho para abrir leitos. Precisamos abrir pelo menos 10 leitos hoje, a nível de Estado, sem contar o apoio que estamos dando aos municípios para abrir vagas", afirmou. Pelo menos 395 pessoas, confirmadas ou suspeitas para Covid-19, estão internadas nas redes pública e privada. Para se ter uma comparação, o número é quase o dobro do registrado no dia 1º de maio, quando havia 199 pessoas internadas. "Estamos crescendo número de leitos, mas está sendo insuficiente", disse. De acordo com o secretário, a equipe está trabalhando nesta terça (19), para abrir leitos que estão aguardando alguns "detalhes" para começar a operar em curto prazo, mas já contam com respiradores. Em outros casos, os equipamentos ainda estão em fase de compra. Seis novos respiradores foram enviados para Pau dos Ferros, por exemplo, para passar de 4 para 10 o número de UTIs para pacientes de Covid-19 no hospital regional. Mas Petrônio considerou que, além da compra de equipamentos, o sistema de saúde enfrenta outro gargalo, e causa preocupação principalmente na região Oeste: faltam profissionais qualificados para usar os aparelhos. "Mesmo que a gente consiga comprar todos os respiradores do mundo, nós não vamos ter pessoal para fazer a administração, a assistência com esses equipamentos. Por isso não tem atalho. O isolamento social continua sendo a única maneira que nós temos de controlar o fluxo assistencial, que está sendo muito difícil, em função da ressaca dos dias sem isolamento adequado", declarou.


Fonte: G1

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