Ciro Gomes chama Bolsonaro de Hitler e Lula de sub-Hitler

O pré-candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, comparou a polarização entre o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com uma escolha entre o líder nazista Adolf Hitler e um “sub-Hitler”.

Foto: Reprodução

Para Ciro, o povo brasileiro não pode ficar preso entre esses 2 nomes. “Querem entupir que o povo tem que votar nele [Lula] para poder não engolir o Bolsonaro”, disse Ciro à Rádio Brasil Campinas. O pré-candidato criticava supostas similaridades entre antigos aliados e adversários do petistas e do atual chefe do Executivo. “Ora, é a mesma coisa de você votar no sub-Hitler para derrotar o Hitler”, disse.


E completou: “Claro que é diferente o Lula do Bolsonaro, eu considero profundamente diferente. Mas o modelo de governança política, que dá centralidade à roubalheira e à fisiologia, e o modelo de governança econômica, que dá prevalência aos bancos e ao rentista, é rigorosamente o mesmo.”.


A fala sobre Hitler e “sub-Hitler” veio depois de Ciro comparar as formas como Bolsonaro chegou ao poder com o cenário geopolítico da Alemanha nazista do século 20. Segundo ele, o presidente brasileiro representa um movimento internacional que segue ideias extremistas.


“Precisamos entender o que gerou o Hitler para entender o que gerou Bolsonaro e essa força tão perigosa para nós brasileiros, que amamos a democracia e as liberdades. O que gerou o Hitler foi o Tratado de Versalhes, uma espécie de petismo arrogante que está aí de novo, de salto alto, já ganhou, que desconsidera a complexidade do povo”, disse Ciro.


O Tratado de Versalhes foi um acordo assinado entre os integrantes da 1ª Guerra Mundial que impôs punições à Alemanha, país que perdeu o conflito. Segundo Ciro, os custos da guerra para a Alemanha causaram caos econômico e social, cenário que ele comparou com a crise econômica brasileira depois dos governos do PT. A crise alemã teria possibilitado a ascensão de Hitler, para Ciro, assim como a crise econômica brasileira levou aos resultados da eleição de 2018.

“Bolsonaro era um medíocre, coitado”, disse o pré-candidato do PDT. “O povo votou [em Bolsonaro] magoado, aborrecido, frustrado por esse encontro da pior crise econômica, que é essa que está aí — e quem produziu essa crise econômica não foi Bolsonaro, vamos ser humildes, quem produziu essa extensa crise econômica foi o PT e o Lula.”.


Ciro afirmou ainda que o discurso de que a presidente Dilma Rousseff sofreu um impeachment é uma forma de “estereotipar” os acontecimentos políticos e uma “sementinha do nazismo, do nazifascismo”. Mas, para ele, “se o golpe aconteceu” foi praticado pelo Senado, que na época era comandado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), e apoiado por Geraldo Alckmin (sem partido), com quem Lula dialoga e pode se unir agora. O pedetista disse ainda que Lula ajudou a derrubar Dilma.


Para Ciro, esse cenário aproximaria Lula e Bolsonaro, o que não justificaria a polarização entre eles na disputa pela Presidência da República. Ciro também afirmou que o atual presidente prestigia neonazista, além de ter diversos preconceitos.


“Bolsonaro está estimulando células neonazistas. Bolsonaro é um preconceituoso, Bolsonaro é xenófobo, Bolsonaro é misógino, Bolsonaro é anticristão, Bolsonaro faz apologia da tortura e quem o conhece como eu, sabe disso.”


Poder360

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